top of page
Buscar

Desenvolvimento do bebê de 8 a 10 meses: o que esperar e o que observar?

  • Foto do escritor: Isabela Gomes Aquino
    Isabela Gomes Aquino
  • há 9 horas
  • 8 min de leitura

Entre 8 e 10 meses, o bebê começa a conquistar cada vez mais autonomia para se movimentar e explorar o ambiente. As habilidades que foram sendo construídas nos meses anteriores começam a se combinar, permitindo que ele mude de posição, alcance objetos, transfira o peso do corpo e encontre diferentes formas de se deslocar.

É uma fase em que muitos pais começam a perceber o bebê muito mais ativo e também surgem novas dúvidas:


Meu bebê já deveria engatinhar? Como estimular o bebê de 8 meses? E se ele só se movimenta para um lado? Quando ele deve começar a ficar em pé? É normal ainda não engatinhar aos 9 meses?


Mais importante do que observar uma habilidade isolada é entender como o bebê utiliza o próprio corpo para explorar o ambiente e se está ampliando seu repertório de movimentos.


O que esperar do desenvolvimento do bebê de 8 a 10 meses?

Nessa fase, o bebê começa a combinar habilidades que já adquiriu para criar movimentos mais complexos.

Ele pode:

  • mudar de posição sozinho;

  • permanecer sentado com maior estabilidade;

  • alcançar objetos em diferentes direções;

  • transferir o peso entre os lados;

  • girar o tronco;

  • passar do sentado para outras posições;

  • deslocar-se pelo chão;

  • experimentar diferentes formas de locomoção;

  • começar a demonstrar interesse pela posição em pé.


O bebê passa a utilizar o movimento cada vez mais como uma ferramenta para alcançar aquilo que desperta sua curiosidade.

Ele não está apenas se movimentando.

Ele está se movimentando para explorar.


Desenvolvimento do bebê de 8 meses

Aos 8 meses, muitos bebês apresentam um repertório motor mais amplo.

Podem mudar de posição, alcançar objetos mais distantes, girar o tronco e experimentar diferentes formas de deslocamento.

Alguns bebês já começam a engatinhar ou rastejar.

Outros utilizam estratégias diferentes para se deslocar.

O importante é observar se o bebê está ampliando suas possibilidades de movimento.

Ele consegue chegar até um brinquedo?

Consegue mudar de posição?

Usa os dois lados do corpo?

Demonstra iniciativa para explorar?

Essas informações ajudam a compreender o desenvolvimento muito mais do que uma habilidade isolada.


Desenvolvimento do bebê de 9 meses

Por volta dos 9 meses, o bebê pode estar ainda mais ativo no ambiente.

As transições entre as posições começam a ganhar importância.

O bebê pode passar do sentado para o chão, apoiar-se nas mãos, mudar a distribuição do peso e encontrar diferentes maneiras de se deslocar.

Alguns bebês já engatinham.

Outros rastejam, arrastam-se ou utilizam outras estratégias.

Também pode começar a aparecer maior interesse pela posição vertical, principalmente quando o bebê percebe que pode utilizar móveis e outros apoios para explorar novas possibilidades.


Desenvolvimento do bebê de 10 meses

Aos 10 meses, muitos bebês já apresentam maior autonomia para se deslocar e explorar.

As mudanças de posição podem acontecer com mais facilidade e o bebê começa a utilizar o ambiente para conquistar novas experiências.

Pode demonstrar interesse em:

  • apoiar-se nos móveis;

  • ajoelhar;

  • puxar-se para ficar em pé;

  • deslocar-se com apoio;

  • agachar;

  • voltar ao chão.

Mas não existe uma sequência única que todos os bebês precisam seguir exatamente da mesma maneira.

O desenvolvimento acontece através da combinação das experiências que a criança vai acumulando.

Quando o bebê começa a engatinhar?

O engatinhar é uma das maiores preocupações dos pais nessa fase.

Mas não existe uma única forma de deslocamento que seja obrigatória para todos os bebês.

Alguns engatinham.

Outros rastejam.

Alguns utilizam diferentes estratégias para chegar aos objetos.


Por isso, a pergunta mais importante não é apenas:

“Meu bebê já engatinha?”

É:

“Meu bebê demonstra iniciativa para se deslocar e explorar?”


Um bebê que ainda não engatinha, mas rola, senta, muda de posição, transfere peso, alcança objetos e encontra outras formas de se deslocar apresenta um cenário muito diferente de um bebê que permanece praticamente sempre na mesma posição e depende do adulto para se movimentar.

O repertório como um todo precisa ser considerado.


As transições são importantes aos 8–10 meses

Uma das coisas que mais observo nessa fase são as transições.

Não quero saber apenas se o bebê consegue sentar.

Quero saber:

Como ele chega ao sentado?

Como ele sai do sentado?

Consegue chegar ao chão?

Consegue mudar para outra posição?

Consegue utilizar diferentes apoios?

As transições exigem controle do tronco, mobilidade, força, equilíbrio e capacidade de transferir o peso do corpo.

Por isso, são fundamentais para a conquista da autonomia.


Transferência de peso no bebê

A transferência de peso ganha cada vez mais importância nessa fase.

Para alcançar um brinquedo, mudar de posição ou se deslocar, o bebê precisa distribuir o peso do corpo entre diferentes pontos de apoio.

Ele apoia uma parte do corpo.

Libera outra.

Gira.

Alcança.

Ajusta novamente.

Essas experiências ajudam a construir estratégias de equilíbrio e movimento.

Por isso, durante uma avaliação, observo muito como o bebê distribui o peso entre os dois lados.

Se ele sempre escolhe o mesmo lado, é importante entender o motivo.


Bebê de 8 a 10 meses se movimenta só para um lado

Nessa fase, uma assimetria persistente pode ficar mais evidente.

Observe se o bebê:

  • rola sempre para o mesmo lado;

  • utiliza sempre o mesmo braço para alcançar;

  • transfere o peso predominantemente para um lado;

  • evita apoiar um dos lados;

  • senta sempre da mesma maneira;

  • desloca-se utilizando uma estratégia muito assimétrica;

  • apresenta dificuldade para realizar determinada transição para um dos lados.


Uma preferência ocasional pode acontecer.

Porém, quando a assimetria é persistente, vale investigar.

Pode existir alguma limitação de mobilidade, diferença de força, tensão ou dificuldade na organização do movimento.


O bebê deve ficar em pé aos 8–10 meses?

Nessa fase, alguns bebês começam a demonstrar interesse pela verticalização.

Podem apoiar-se em móveis, ajoelhar, puxar o corpo e experimentar ficar em pé.

Mas isso não significa que todos os bebês precisem estar fazendo essas habilidades exatamente nessa idade.

Também não é necessário colocar o bebê em pé repetidamente para “treinar”.

É importante que ele tenha oportunidades para explorar o chão, mudar de posição, transferir peso e descobrir como chegar às diferentes posturas.

Quando o bebê conquista uma posição através do próprio movimento, ele participa ativamente de todo o processo.


Como estimular o bebê de 8 a 10 meses?

A melhor forma de favorecer o desenvolvimento nessa fase é criar oportunidades para que o bebê tenha motivos para se movimentar.

Você pode:

  • colocar brinquedos em diferentes direções;

  • posicionar objetos um pouco fora do alcance;

  • deixar espaço livre no chão;

  • permitir que o bebê tente chegar aos objetos;

  • oferecer oportunidades para mudar de posição;

  • variar os estímulos durante as brincadeiras;

  • evitar fazer pelo bebê aquilo que ele já consegue experimentar sozinho.

Por exemplo, em vez de colocar o brinquedo diretamente na mão do bebê, coloque-o próximo, mas suficientemente distante para que ele precise descobrir uma maneira de alcançá-lo.

O objetivo não é dificultar.

É criar uma oportunidade de movimento.

O chão continua sendo importante

Mesmo que o bebê esteja começando a se interessar pela posição em pé, o chão continua sendo um dos principais espaços para o desenvolvimento motor.


É no chão que ele pode:

  • rolar;

  • sentar;

  • mudar de posição;

  • apoiar-se;

  • transferir peso;

  • engatinhar;

  • rastejar;

  • agachar;

  • experimentar diferentes estratégias.

Quanto maior a variedade de experiências, maior a possibilidade de o bebê ampliar seu repertório motor.

Por isso, é importante que ele tenha momentos de movimento livre em um ambiente seguro.


Quais são os sinais de alerta aos 8–10 meses?

Cada bebê tem seu ritmo de desenvolvimento e uma habilidade isolada não define necessariamente um atraso.

Porém, alguns sinais merecem uma avaliação mais cuidadosa:

  • pouca movimentação espontânea;

  • pouca iniciativa para explorar;

  • dificuldade para mudar de posição;

  • repertório motor muito limitado;

  • dificuldade importante para transferir peso;

  • assimetria persistente;

  • uso predominante de um lado do corpo;

  • dificuldade para alcançar objetos;

  • ausência de evolução ao longo das semanas;

  • dependência constante do adulto para mudar de posição.

O mais importante é observar o conjunto do desenvolvimento.


O que eu observo durante uma avaliação de um bebê de 8 a 10 meses?

Quando acompanho um bebê nessa fase, não observo apenas se ele já engatinha ou se já consegue ficar em pé.

Eu quero entender como ele organiza o movimento.

Observo:

  • postura;

  • simetria;

  • mobilidade;

  • força;

  • controle de tronco;

  • apoios;

  • transferência de peso;

  • alcance;

  • rotação;

  • rolamentos;

  • mudanças de posição;

  • transições;

  • formas de deslocamento;

  • interação com o ambiente.

Também observo como o bebê reage diante de um desafio.

Ele tenta?

Muda de estratégia?

Usa o outro lado?

Insiste?

Desiste?

Precisa de ajuda?

Essas respostas mostram muito sobre a forma como ele está organizando o movimento.


O que pode estar dificultando o desenvolvimento?

Quando um bebê apresenta dificuldade para realizar determinado movimento, não quero simplesmente dizer:

“Ele ainda não está pronto.”

É preciso investigar o motivo.

Pode existir uma limitação de mobilidade, diferença de força, assimetria, tensão ou dificuldade na organização do movimento.

Também precisamos observar o ambiente.

Quanto tempo o bebê passa no chão?

Quanto tempo fica em dispositivos?

Tem espaço suficiente para se movimentar?

Tem oportunidades para alcançar e explorar?

Os pais se sentem seguros para deixá-lo experimentar?

O desenvolvimento acontece na combinação entre a maturação da criança e as oportunidades oferecidas pelo ambiente.


Como a osteopatia pediátrica pode ajudar?

A osteopatia pediátrica pode fazer parte de um acompanhamento individualizado quando existe alguma alteração musculoesquelética ou funcional que possa estar influenciando o movimento do bebê.

Durante a avaliação, observo aspectos como:

  • alinhamento corporal;

  • mobilidade;

  • biomecânica;

  • força;

  • simetria;

  • qualidade dos apoios;

  • organização do movimento;

  • integridade musculoesquelética.

A partir dessa avaliação, procuro compreender se existe algum fator físico que esteja dificultando determinada experiência motora.

Quando identifico uma dificuldade, o objetivo não é simplesmente “ensinar” o bebê a engatinhar ou ficar em pé.

É compreender o que está limitando o movimento e trabalhar esse fator, além de orientar a família sobre como oferecer oportunidades adequadas na rotina.

O acompanhamento também acontece em casa

O acompanhamento não termina quando a consulta acaba.

A família participa ativamente do processo.

A forma como o bebê é carregado, posicionado, colocado para brincar e estimulado pode modificar as oportunidades que ele tem para experimentar o movimento.

Por isso, as orientações podem envolver:

  • brincadeiras;

  • posicionamento;

  • oportunidades no chão;

  • estímulos visuais e sonoros;

  • estratégias para favorecer a simetria;

  • exercícios para casa;

  • adaptação do ambiente.

A ideia é que o que trabalhamos durante o acompanhamento possa ser incorporado à rotina da família.


Quando procurar uma avaliação para um bebê de 8 a 10 meses?

Uma avaliação pode ser indicada quando os pais percebem:

  • pouca movimentação;

  • pouca iniciativa para explorar;

  • assimetria persistente;

  • dificuldade para mudar de posição;

  • dificuldade para transferir peso;

  • uso predominante de um lado;

  • dificuldade para alcançar objetos;

  • repertório motor muito limitado;

  • pouca evolução ao longo das semanas.

Também é possível procurar uma avaliação simplesmente porque os pais desejam compreender melhor o desenvolvimento do bebê.

Não é necessário esperar que exista um atraso evidente.

Uma avaliação pode ajudar a diferenciar uma variação individual de uma dificuldade que precisa de acompanhamento.


Desenvolvimento do bebê de 8 a 10 meses: autonomia para explorar

Dos 8 aos 10 meses, o bebê começa a transformar cada vez mais o movimento em uma ferramenta de exploração.

Ele quer chegar até o brinquedo.

Quer mudar de posição.

Quer descobrir o que existe ao seu redor.

E começa a combinar diferentes habilidades para conseguir isso.

Por isso, não olhe apenas para:

“Ele já engatinha?”

Observe:

Ele consegue se movimentar para explorar?

Consegue mudar de posição sozinho?

Transfere o peso entre os lados?

Usa os dois lados do corpo?

Está ampliando seu repertório?

Está evoluindo?

Essas perguntas ajudam a compreender muito melhor o desenvolvimento do bebê.


Precisa de ajuda para entender o desenvolvimento do seu bebê?

Se você percebe alguma assimetria, dificuldade de movimento ou deseja acompanhar de perto o desenvolvimento do seu bebê, uma avaliação individualizada em osteopatia pediátrica pode ajudar a compreender como ele está se desenvolvendo e quais estratégias podem ser incorporadas à rotina da família.

Dra. Isabela Aquino — Fisioterapeuta Osteopata | Osteopatia Pediátrica e Saúde Materno-Infantil | Florianópolis – SC

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page